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domingo, 15 de novembro de 2015

Suspeito de atentado em Paris havia passado pela Grécia, diz ministro

CORREIO BRASILIENSE - 14/11/2015Um dos suspeitos de ter participado da onda de atentados contra Paris na noite de sexta-feira (13/11) - cujo passaporte sírio foi encontrado perto do local do crime - entrou na União Europeia através da Grécia, de acordo com uma autoridade grega.

O suposto atirador teria entrado na Grécia em outubro, quando milhares de imigrantes chegaram no país, fugindo da guerra e da violência em países como a Síria e o Afeganistão, segundo Nikos Toskas, ministro adjunto da Defesa Civil grega.

"O detentor do passaporte passou pela ilha grega de Leros em 3 de outubro, onde ele foi identificado de acordo com as regras da União Europeia, disse Toskas. "Não sabemos se o passaporte foi verificado em outros países por onde ele provavelmente passou", completou.

Toskas ainda afirmou que as autoridades continuaram "o meticuloso esforço para garantir a segurança do país e da Europa em circunstâncias difíceis, insistindo na identificação completa dos que chegam".

Oficiais gregos já haviam alertado para os riscos de membros do Estado Islâmico terem entrado na Europa por entre os refugiados. O ministro da Imigração da Grécia, Yiannis Mouzalas, disse recentemente que seria uma "tolice para qualquer um dizer que este não foi o caso".

Fonte: Dow Jones Newswires.


domingo, 8 de novembro de 2015

Não escolhi esperar

Tobias Kuklinski

Ao dizer que queremos viver a castidade, não é incomum ouvirmos "Aquele lance do 'Eu escolhi esperar', né?". Eu digo que não. Não "escolhi" esperar. O mundo escolheu não esperar. Quem fez a escolha foi o mundo. O esperar, a castidade é o normal, é para o que nascemos. Fomos criados para a santidade. A "escolha" aqui é não seguir essa vocação de todos.

Ora, todas as coisas corretas a serem feitas (desde não matar, não ser corupto, não roubar, até parar no sinal vermelho, devolver uma carteira achada no chão, etc) não são "a escolha", "a opção". Elas são a regra. Não podem ser consideradas a exceção. Assim é a vivência da castidade. E não é porque o mundo escolheu (destaque-se: o mundo sim, fez a escolha) jogar a sexualidade no lixo que quem vive a castidade se torna a "pessoa que fez sua opção".

Se o mundo repete muitas vezes uma mentira, nem por isso ela  se torna uma verdade. O mundo quer convencer as pessoas de que essa sexualidade desenfreada é o normal. Não é. Nós não somos a exceção, somos a regra.

Estupidez endêmica

A fé nas virtudes libertárias do socialismo, mesmo quando tênue e matizada, é sinal de uma deficiência cognitiva grave.
Uma vez aprisionado na idiotice o cérebro humano nada consegue conceber fora dela ou sem referência a ela.

Por Olavo de Carvalho


Algumas idéias espalham-se com grande sucesso não apesar de serem estúpidas, mas precisamente porque o são. A estupidez maciça exerce um poder anestésico e paralisante sobre a inteligência humana, detendo o seu movimento natural e fazendo-a girar em falso em torno de alguma crença idiota por anos, décadas ou séculos, incapaz de livrar-se do seu magnetismo perverso ou de pensar o que quer que seja fora do círculo de ferro da idiotice consagrada.

O exemplo mais assombroso é este:

É impossível descobrir ou traçar qualquer conexão lógica entre as liberdades civis e a estatização dos meios de produção. São esquemas não somente heterogêneos, mas antagônicos. Antagônicos lógica e materialmente. Qualquer garoto de ginásio pode compreender isso tão logo lhe expliquem o sentido dos dois conceitos. A candura com que tantos homens adultos falam em “socialismo com liberdade” – isto quando não chegam a acreditar que essas duas coisas são a mesma, ou que uma decorre da outra com a naturalidade com que as bananas nascem das bananeiras – é a prova inequívoca de uma deficiência intelectual alarmante, que desde há um século e meio se espalha sem cessar pelas classes cultas, semicultas e incultas com a força avassaladora de uma contaminação viral, sem dar sinais de arrefecer mesmo depois que a experiência histórica comprovou, de maneira universal e repetida, aquilo que poderia ser percebido antecipadamente por mera análise lógica e sem experiência histórica alguma.

A pergunta é simples e brutal: como é possível que a centralização do poder econômico, expandindo-o automaticamente sobre toda a sociedade e investindo-o da força suplementar do aparelho repressivo do Estado, venha a torná-lo menos opressivo e tirânico do que milhares de poderes econômicos parciais e limitados, espalhados como farelo, desprovidos do poder de polícia e em perpétua concorrência uns com os outros?

Ninguém deveria precisar de mais de alguns segundos para atinar com a resposta óbvia: Não, não pode. Nem se pode negar que os próprios clássicos do “socialismo científico” tenham ajudado a tornar essa resposta ainda mais patente, quando declararam alto e bom som que o que se seguiria ao capitalismo não seria uma democracia, de qualquer tipo que fosse, e sim a ditadura do proletariado. O que eles não explicaram jamais, nem nenhum de seus seguidores pediu jamais que o fizessem, foi como essa ditadura, uma vez vitoriosa e consolidada, poderia transmutar-se numa democracia exceto pelo método de liquidar-se a si mesma, dissolvendo o monopólio estatal e distribuindo o poder econômico entre os particulares – outra impossibilidade lógica ilustrada por uma longa e sangrenta experiência histórica que um pouco de inteligência tornaria perfeitamente dispensável.

Em suma, a fé nas virtudes libertárias do socialismo, mesmo quando tênue e matizada, é sinal de uma deficiência cognitiva grave, que se espalha como praga e se arraiga no fundo dos cérebros por virtude da própria estupidez originária que a produz e determina.

Mas, como uma vez aprisionado na idiotice o cérebro humano nada consegue conceber fora dela ou sem referência a ela, o sucesso propagandístico da idéia socialista trouxe consigo uma multidão de cretinices derivadas e secundárias, cujo poder de persuasão não se rende nem mesmo ante a evidência dos fatos mais constantes e repetidos.

Uma delas é a crença, hoje um dogma de evangelho, de que a educação universal obrigatória tem o poder de aplanar as diferenças socioeconômicas. Pois deveria ser lógico e intuitivo que, se a exigência de credenciais escolares se impõe até nas profissões mais simples e modestas, credenciais mais altas e difíceis de obter se espalharão de maneira concomitante e automática entre as profissões mais prestigiosas e rentáveis, deslocando para cima, sem alterá-lo, o quadro inteiro da estratificação social. O sociólogo Randall Collins, no clássico estudo The Credential Society. An Historical Sociology of Education and Stratification (New York, Academic Press, 1979), demonstrou que, exceto por um curto período durante o New Deal, foi exatamente isso o que se passou nos EUA: o reino das credenciais escolares não democratizou nada, apenas instituiu, nos andares mais altos da sociedade, a república das sinecuras milionárias, corrompendo de quebra o zé-povinho ao inocular na sua mente a ambição inalcançável da ociosidade bem remunerada. Mas, assim como toda idéia estúpida tem o condão de paralisar a intuição lógica, mais ainda ela debilita e por fim suprime a capacidade de aprender com a experiência histórica, que não é senão a longa e dolorosa demonstração indutiva daquilo que, para uma inteligência normal, já estava demonstrado antes por mera análise dos conceitos envolvidos.

Pouco importando o seu nível formal de instrução, pessoas contaminadas por essa paralisia endêmica das inteligências naufragam num oceano tão escuro e denso de erros de percepção e raciocínio que terminam incapazes de conhecer a sua própria posição na sociedade e os efeitos mais óbvios das suas próprias ações, mesmo e sobretudo quando receberam treinamento universitário em ciências sociais.
O exemplo mais óbvio é o dos sociólogos, economistas, juristas e cientistas políticos de esquerda, quando alardeiam que as universidades são o “aparato ideológico da burguesia”, construído para perpetuar a hegemonia cultural do capitalismo. Pois proclamam isso nas mesmas universidades estatais que eles próprios dominam sem a menor interferência da burguesia e nas quais toda objeção capitalista ao império do marxismo é punida com boicotes, chacotas e notas baixas, se não com o fim abrupto de uma carreira universitária. É óbvio que essas pessoas, literalmente, não sabem onde estão nem percebem o que fazem. Estão perdidas no espaço e no tempo -- o que não impede que o restante da população continue confiando nelas para que lhe expliquem como a sociedade funciona.

Publicado no Diário do Comércio.

http://olavodecarvalho.org
http://seminariodefilosofia.org
http://therealtalk.org

Por que o Islã assusta?

Esse fluxo, irrestrito e em proporções demográficas, ocorre num momento em que o fundamentalismo islâmico se afirma pelo terror e formula assustadoras ameaças ao Ocidente e seu futuro.


Imigrantes do mundo islâmico desembarcam na Europa em proporções demográficas dando causa a interpretações antagônicas. De um lado, a defesa dos deveres humanitários pondera, com razões, a terrível situação capaz de jogar ao mar multidões em fuga, para travessias que já causaram a morte de dezenas de milhares de pessoas. De outro, as contrariedades têm dois motivos principais: a) uma dúzia ou mais de grupos terroristas, jihadistas, sediados nos países islâmicos, infiltram-se no Ocidente movidos por obstinada determinação de o destruir e submeter seus "infiéis"; b) nenhum país tem condições de acolher grandes fluxos migratórios sem traumas à ordem interna.

Alegadamente, todos fogem de algum conflito. Ou de guerras internas do Islã, onde grupos combatem entre si, ou de ataques a comunidades cristãs por motivos políticos e religiosos. No entanto, a condição de refugiados sob perseguição ou tragédia nos países de origem não é verdadeira em todos os casos. Se assim fosse, seria maior o número de famílias completas e menor o número de jovens do sexo masculino adultos e solteiros. Em 16 de abril deste ano, o Estadão noticiou que imigrantes provenientes de Costa do Marfim, Senegal, Mali e Guiné Bissau haviam jogado ao mar 12 passageiros que seriam cristãos oriundos de Nigéria e Gana. Ao desembarcarem, remanescentes do grupo sacrificado denunciaram o crime e as autoridades de Palermo prenderam seus autores.

Fato isolado? Impossível. Impossível admitir que tenham sido presos em Palermo, nessa explosão migratória, os únicos representantes de um fundamentalismo que despreza o direito a vida dos "infiéis" e é tão ativo na região. Prospera em tais grupos um ódio ao Ocidente que os leva a atacá-lo por inúmeros modos. Dão continuidade a uma sequência de ações que atravessam os séculos de modo intermitente desde 711, quando Tarik derrotou o visigodo Roderico e invadiu a península Ibérica.

A imigração é um fenômeno corrente na história. O continente americano é inteiramente povoado por imigrantes. Em toda parte, os imigrantes das mais variadas origens buscam integrar-se às comunidades que os acolhem, submetem-se às suas leis e não intervêm nos seus costumes. Com a imigração muçulmana, por vezes, não é bem assim. De alguns anos para cá, de modo esparso, mas recorrente, valem-se da tolerância ocidental para impor sua intolerância. Exigem do Ocidente o que, nas respectivas regiões de origem, não é concedido aos ocidentais. Declaram-se insubmissos à autoridade política do país que os acolheu. Desfilam afirmando a prevalência da sharia. Por indiscerníveis razões, países igualmente islâmicos, abastados e pacíficos, aos quais poderiam chegar por terra firme, lhes recusam a acolhida incondicionalmente cobrada dos europeus.

Ademais, esse fluxo, irrestrito e em proporções demográficas, ocorre num momento em que o fundamentalismo islâmico se afirma pelo terror e formula assustadoras ameaças ao Ocidente e seu futuro. Derrubam aeronaves, explodem edifícios e estações, promovem execuções públicas e agem, no mundo, através de um número crescente de organizações terroristas. Generosidade é virtude; imprudência, não.

http://www.puggina.org