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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Santo Tomás de Aquino e a Monarquia

"Dois pontos devem ser considerados acerca da boa organização do governo de uma cidade ou de uma nação. Primeiramente, que todos tenham alguma participação no governo, porque, segundo o livro II da Política, existe aí uma garantia de paz civil, e todos amam e guardam uma tal ordenação. Outro ponto concerne à forma do regime ou da organização dos poderes. Sabe-se que são muitas essas formas, diferenciadas por Aristóteles no livro III da Política, mas as principais são a realeza, ou o domínio de um só segundo a virtude; e a aristocracia, a saber, o governo dos melhores, ou domínio de um pequeno número segundo a virtude. Por isso, a melhor organização para o governo de uma cidade ou de um reino é aquela em que à cabeça é posto, em razão de sua virtude, um chefe único tendo autoridade sobre todos. Assim sob sua autoridade se encontra um determinado número de chefes subalternos, qualificados segundo a virtude. E assim o poder definido pertence à multidão, porque todos aí têm, ou a possibilidade de serem eleitos, ou a de serem eleitores. Este é o regime perfeito, bem combinado (politia bene commixta) de monarquia, pela preeminência de um só, de aristocracia, pela multiplicidade de chefes virtuosamente qualificados, de democracia, enfim, ou de poder popular, pelo fato de que cidadãos simples podem ser escolhidos como chefes, e que a escolha dos chefes pertence ao povo."

Suma Teológica, 1a 2ae q.105 a.1

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Como o comunista ama?

Foi com grande gozo intelectual que li um romance do grande romancista cubano Leonardo Padura, cujo título em português é "O Homem que amava Cachorros". O Romance conta a história da perseguição promovida por Stalin a Leon Trotski, cuja trama culmina com o assassinato deste a picaretadas pelas mãos de outro comunista, pau mandado de Stalin, Ramón Mercader. Neste livro, Padura descreve toda a complexidade e mendacidade que move a mente comunista, e com uma habilidade de esmiuçar perfis complexos digna de um Dostoievski, Padura entra na alma dos personagens e traça-nos um mapa para tentarmos entender o que se passa na cabeça doentia desta gente. Na trama, o que chamou-me mais a atenção, foi a relação fria e de utilidade unica e exclusivamente partidária que mantinham os personagens com seus familiares, também comunistas, que é o caso, por exemplo, de Ramón Mercader com a sua mãe, Caridad Mercader. Caridad, que teve participação na escolha do filho para ser treinado para a missão de assassinar Trotski, mesmo estando muito tempo separada do filho por um abismo espacial e sentimental criado pela patente e pela revolução, ao encontrá-lo, não o enxerga como uma mãe deveria enxergar um filho, ou seja, como uma pessoa individual, com suas carências, virtudes, e potencialidades, mas graças à mente obnubilada pela ideologia tida como pretensa redentora da humanidade, Caridad vê no filho, Ramón Mercader, apenas um instrumento; um objeto através do qual beneficiar-se-á a revolução comunista. 

A mente comunista não conhece a polaridade entre bem e mal, bom e ruim, verdade e mentira. A mente comunista só consegue inteligir aquilo que é bom ou ruim para a revolução. Se perguntarmos a um comunista se roubar é moralmente correto, além de  salientar sobre a suposta relatividade do que seria "ser correto", obviamente, para não chamar para si uma atenção desnecessária, diria que roubar é moralmente errado, e teceria catilinárias e ladainhas sobre a ética. Mas na verdade, a práxis comunista é ver como correto aquilo que ajuda a revolução, e errado aquilo que a atrapalha. Logo, embora em seu discurso diga ser moralmente errado roubar, na prática, rouba se este roubo for útil à revolução. Assim, quando as pessoas dizem que o "Lula roubou mas fez", estão dizendo exatamente isto: que roubou, mas na verdade roubou porque uma virtual melhora na qualidade de vida e poder aquisitivo do povo, favorece a revolução perpetrada pelo PT e todo o Foro de São Paulo. 

Para qualquer um de posse de um mínimo de decência e moral, jogar sobre o colo da esposa falecida a culpa por qualquer ato ilícito que fosse, sem que ela, por uma obviedade, pudesse defender-se ou responder pelos supostos atos dos quais foi acusada, é algo aviltante e intolerável. Vale lembrar que esta não é a primeira vez que Lula utiliza-se da morte de sua esposa para beneficiar-se politicamente, pois no funeral de Dona Marisa, Lula fez do ambiente onde era velada sua esposa de palanque eleitoral. O velório da defunta tornou-se o púlpito pelo qual Lula ensinou à nação que comunista, na verdade, pouco se lixa para os que supostamente ama. Assim foi com Caridad e Ramón Mercader, assim é com Lula e Dona Marisa Letícia, e assim será com quaisquer outros comunistas.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Eleições e anticristianismo na França


Por Jean Duchesne [*] — No dia seguinte à vitória de François Fillon nas primárias republicanas da França, em novembro do ano passado, o título do jornal de esquerda Libération era: "Socorro, Jesus está voltando!" A razão para essa chamada de aflição? Fillon era conhecido como um católico praticante, marido fiel (aspecto nada comum entre os políticos contemporâneos) e visitante regular da Abadia de Solesmes, símbolo da restauração religiosa supostamente neomedieval e "reacionária" do século XIX. Pior, ele era apoiado por muitos dos militantes que organizaram, em 2013, as espetaculares e massivas (ainda que sem sucesso) manifestações contra a legalização do "casamento" gay — la Manif pour tous.
Olhando retrospectivamente, o "pedido de socorro" do jornal Libération, longe de causar pânico entre os secularistas, o que fez foi anunciar a determinação deles de acabar com a candidatura de Fillon. Dentro de semanas, ele foi acusado pela imprensa de fazer o que a maioria dos políticos, em todos os partidos, fazem: colocar a mulher e os filhos, que trabalhavam duro para ele, em cargos assalariados — o que é ilegal apenas se, de fato, nenhum trabalho é realizado. Um promotor público foi rapidamente apontado pelo governo socialista, e de maneira previsível, para acusar o líder da oposição conservadora. As acusações permanecem abertas, para dizer o mínimo. Não houve relatório algum nem de instituições públicas nem de instituições privadas que tivessem pago salários a membros da família Fillon. Detalhes da investigação preliminar foram vazadas para a mídia, que depois acrescentou novas acusações.
Fillon reconheceu que contratar membros de sua família tinha sido imprudente, e desculpou-se por isso. Mas ele foi incapaz de se desvincular das suspeitas de desonestidade. Antes do escândalo, ele estava em primeiro lugar nas pesquisas para a presidência da França; depois de tudo, ele caiu para o terceiro lugar, ficando atrás de Le Pen e do centrista Emmanuel Macron — e fora do segundo turno.
A acusação de corrupção contra Fillon não foi apenas um golpe político sujo. Foi também um ato motivado por ideologia, e reflete a hostilidade ao Cristianismo presente em vários círculos onde a religião em geral, e a fé católica em particular, é vista como uma doença infantil. Essa não é a ideia só de marxistas meio arrependidos, ainda ansiosos para protestar contra "o ópio das massas", ou de outros adeptos da esquerda materialista. A aversão ao Cristianismo também pode ser encontrada na extrema direita política, com o seu misticismo avesso ao amor e à misericórdia, e entre centristas cuja moderação assimila a fé ao fanatismo religioso.
Marine Le Pen, a candidata populista da Frente Nacional, também é acusada de incluir membros do seu partido na folha de pagamento do Parlamento Europeu, no qual ela detém um mandato eletivo. Apesar disso, ela não foi ferozmente perseguida como Fillon. Uma das razões é que ela aparentava ser, de acordo com as previsões da grande mídia, uma ameaça menor que o candidato republicano. Mas a razão principal por que a mídia caçou Le Pen com menos ferocidade que Fillon é que ela não é considerada uma inimiga do "progresso" na área de maior importância para as pessoas "iluminadas": a assim chamada liberação sexual. Le Pen já se divorciou por duas vezes e é simpatizante da causa gay. Ela não se comporta nem se define como uma boa católica.
A hostilidade à Igreja não é algo novo na França. Alguns historiadores chegam a dizer que o país nunca foi evangelizado por completo. Missões nas províncias foram necessárias até o século XIX, quando o secularismo crescente forçou o clero a se retirar para posições defensivas. Depois do batismo de Clóvis, rei dos francos, pelo bispo São Remígio de Reims, em 496 (considerado o ano de nascimento da nação), a Igreja tendia a confiar no poder real, proporcionando à monarquia, em retorno, uma aura de sacralidade (algumas vezes contrária ao Papa, em tempos de "galicanismo") e súditos obedientes. A aliança fundante entre o trono e o altar foi desafiada, primeiro durante a Reforma (quando aristocratas protestantes ameaçaram a união nacional, conquistada com suor pelos reis durante a Idade Média), e depois mais seriamente nos séculos XVII e XVIII, com a ascensão da burguesia, a nova classe de mercadores abastados.
A Revolução Francesa não faz sentido sem o preexistente peso dos novos ricos na sociedade e o seu ódio tanto ao regime quanto à Igreja. Porque eles não eram autorizados a frequentar a classe alta (como foi o caso da Inglaterra, por exemplo), os novos ricos financiavam intelectuais do livre pensamento. Esses escritores produziram histórias, peças e panfletos que espalharam entre as classes mais baixas a noção de que a pobreza e a fome eram devido à ordem social injusta mantida pela religião oficial. Em setembro de 1792, uma gangue invadiu o convento de Paris, quando centenas de padres e monges foram detidos como "inimigos da nação" e assassinados. Essa gangue, evidentemente, não tinha vindo do nada. Tampouco a multidão que aplaudia enquanto freiras inofensivas eram guilhotinadas sem motivo, a não ser os seus votos religiosos.
Napoleão, que inesperadamente emergiu do caos revolucionário, comprou a paz ao reconhecer o Catolicismo como "a religião da maioria dos franceses". Mas ele também concedeu reconhecimento oficial a judeus e protestantes, a fim de melhor mantê-los sob o seu controle. Isso fez com que fosse fácil, para os secularistas que tomaram o poder um século depois, denunciar e revogar a Concordata que ele havia assinado com a Santa Sé. É claro que, desde a Revolução, o clero e o seu rebanho tinham sido notavelmente persistentes em apostar nos cavalos políticos errados. Eles apoiaram todos os sucessivos regimes do século XIX, antes de se voltarem contra os mesmos, ora por serem muito autoritários, ora por serem muito liberais: sucessivamente, o império napoleônico, uma monarquia restaurada e então menos absolutista, uma segunda república, um segundo império…
Depois que um enfraquecido Napoleão III perdeu, em 1870, a guerra que os prussianos lhe tinham armado, os católicos prefeririam uma segunda restauração, mas uma terceira república, baseada nos ideais da Revolução de 1789, finalmente prevaleceu no voto popular. Eles se recusaram a aceitar isso (ainda que o Papa Leão XIII lhes aconselhasse o contrário), e a separação do Estado e da Igreja, em 1905, foi facilitada por duas crises simultâneas: os católicos estavam mais uma vez do lado errado no caso Dreyfus, que rachou o país no meio, e a repressão da exegese e da teologia "modernistas" passava a ideia de que a fé era incompatível com a razão e a ciência.
Como eram patriotas, os católicos franceses lutaram na Primeira Guerra Mundial, ignorando o Papa Bento XV; mas eles continuaram perdendo terreno político e cultural, até que os alemães voltassem em 1940 e implantassem o regime antissemita de Vichy, que muitos do clero e do laicato acolheram, mais uma vez erroneamente. Eles não gostavam muito de De Gaulle (ainda que ele fosse um deles) e foram lentamente marginalizados após a Segunda Guerra Mundial, conforme o crescimento econômico e a urbanização minavam as estruturas rurais da Igreja, e Marx, Nietzsche e Freud se tornavam os novas referências intelectuais, confirmando que o Cristianismo estava condenado.
Em décadas recentes, a crença de que o Catolicismo não só está fora de moda, como também é nocivo, vai baseada em questões mais sexuais que políticas. A modernidade considera que suas lutas pelo divórcio, pela contracepção e pelo aborto definitivamente ganharam, e agora busca impor a aceitação de todos os tipos de atividade sexual em nome dos direitos das minorias. Nestas circunstâncias, a Igreja é mais do que nunca a inimiga.
A maioria dos cidadãos franceses não são ativamente hostis ao Cristianismo. Eles são simplesmente indiferentes a uma religião que conhecem pouco e cada vez menos. Mas existem uns quantos lobbies efetivos ansiosos para desacreditar a Igreja. Essa pressa para eliminar a religião agora vai de encontro ao imprevisto da expansão islâmica, que nega formalmente a irreversibilidade da secularização. Mas isto não é razão para poupar a fé católica, já que ela não consegue controlar o fanatismo islâmico e continua sendo um alvo mais fácil.
A França não é uma exceção entre nações que já foram cristãs. O ódio anticlerical fez milhares de homicídios no México e durante a Guerra Civil Espanhola. E a recusa da União Europeia em reconhecer quaisquer raízes espirituais para o continente mostra que o anticristianismo não está limitado ao militantes dogmáticos, mas vai espalhado também entre as elites "iluminadas" do Velho Mundo.
Circunstâncias como essas não justificam o pessimismo. Artistas cristãos de renome mundial podem até sentir falta do apoio de uma civilização onde a fé era onipresente e provia um ambiente favorável e uma fonte de inspiração. Mas Igrejas nacionais em apuros, não menos que as triunfantes, também produzem missionários, santos e teólogos. Na França, a ascensão do secularismo durante o ano 1900 coincidiu com Santa Teresinha de Lisieux e as conversões de Péguy, Claudel e Maritain. O totalitarismo do século XX coexistiu com Bernanos, de Lubac, Daniélou, Congar e Bouyer. Alguns dos filósofos franceses mundialmente conhecidos de hoje (Jean-Luc Marion, Rémi Brague) também são católicos. Ou seja, a Igreja gera frutos também quando é incompreendida e desprezada. Ela não será aprovada por unanimidade até o final dos tempos. É essa uma das lições da Cruz de Cristo.
Fonte: First Things | Tradução e adaptação: Equipe Christo Nihil Praeponere

Nota do Tradutor

[*] A análise histórica apresentada no texto não reflete necessária e integralmente, em todas as suas particularidades, a opinião do Padre Paulo Ricardo ou da equipe do site. Esse texto foi escolhido para tradução principalmente pela atualidade do tema e pela perspicácia em apontar o anticristianismo notável não só nas eleições francesas, mas em qualquer corrida política que aconteça hoje, em qualquer lugar do mundo. A leniência para com os atentados ao direito natural, a "fobia" midiática diante de candidatos religiosos ou conservadores e, por fim, as lições do autor para uma Igreja cada vez mais confinada às sacristias, são aspectos que todos podemos aproveitar, desse texto, para a nossa própria situação política e espiritual.

Sobre a greve não-geral


Por Bruno Gaschagen via Facebook

Dilma Rousseff, cuja existência é a prova de que Deus existe, mas que é um grande gozador, escreveu em sua rede social que “a #GreveGeralNoBrasil mostra que o povo brasileiro é valente e é capaz de resistir a mais um golpe”.

Dilma também é a prova de como uma mesma pessoa pode estar sempre errada. Porque a “greve geral” foi a greve não-geral. Pois a geral, o povo trabalhador e valente, foi trabalhar e, portanto, decidiu ausentar-se. É como naquele chiste do escritor argentino Macedónio Fernandez: faltaram tantos que se faltasse mais um, não caberia.

O que teve na greve não-geral? A violência, a estupidez, o autoritarismo, a violação do direito de ir e vir, enfim, as perturbações de sempre. 

Não vi, porém, trabalhadores. Vi uma horda de autoritários vestida de vermelho para promover uma imitação decrépita de um protesto comunista. Não havia ali pessoas, mas bolcheviques, aqueles revolucionários marxistas que decidiram abrir mão da própria humanidade para servir à ideologia e ao partido.

O que, entretanto, ainda impressiona em atos desse tipo é que meia dúzia de pelegos consegue fechar rodovias, ruas e pontes com a facilidade de quem chupa um Chicabon na praça (obrigado, Nelson Rodrigues). Mas se antes atrapalham a sociedade que precisa trabalhar sem serem praticamente importunados, dessa vez foi diferente. Houve reação. E pelas reações de hoje, não acredito que no futuro breve consigam mais fazer o que fizeram hoje tão tranquilamente. 

Se os governos ainda permitem que sindicalistas et caterva fechem vias e aeroportos, parte da população dá indícios de que não mais vai deixar isso acontecer com a tranquilidade de sempre. Nem que seja preciso organizar uma reação articulada de gente disposta a retribuir de forma ainda mais afetuosa o carinho que os fidalgos da CUT dispensaram a alguns no aeroporto Santos Dumont, no Rio, e em outros locais país afora.

Muita gente não sabe, mas o governo de Margaret Thatcher só conseguiu enfrentar os sindicatos que ajudaram a destruir a Inglaterra - com o endosso do Partido Trabalhista e a complacência covarde do primeiro-ministro conservador Edward Heath - graças a atuação de Jonh Gouriet. 


Quem foi Gouriet? Um ex-militar que trabalhava no mercado financeiro e começou litar pelas liberdades, combater o comunismo e o abuso de poder dos sindicatos no país antes mesmo de Thatcher chegar ao poder. Ele foi cofundador e diretor da Freedom Association (FA) em 1975. Com 20 mil sócios e um trabalho incansável, a FA tornou-se o maior e mais influente grupo de direita na Grã-Bretanha. Gouriet e seus colegas da associação foram fundamentais na luta que Thatcher empreendeu contra os sindicatos. Sem a FA, Thatcher dificilmente, para não dizer jamais, sairia vitoriosa do embate. 

No Brasil, muitos banqueiros e profissionais do mercado financeiro ou promovem e financiam socialistas e partidos como o PT (olá, João Moreira Salles) ou são omissos. Em ambos os casos, são corresponsáveis pelo que acontece.

Assim como aconteceu no âmbito intelectual, nas manifestações de rua e nas discussões públicas, certamente haverá resposta contundente contra qualquer ato que atrapalhe a rotina das pessoas e que viole o direito de ir e vir. A reação não tardará.

Se é que há um ponto positivo na greve não-geral de hoje é que o PT, os seus sindicatos e a legião que o serve conseguiram ratificar nos trabalhadores brasileiros a certeza de que o objetivo deles é mesmo destruir o Brasil. O PT perdeu. O Brasil ganhou. 

Parabéns, senhores, por tão augusta conquista.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

sábado, 8 de abril de 2017

Mãe de aluna detona esquerdistas ao defender a filha contra a doutrinação nas escolas

Quando o problema do Brasil torna-se um problema de alfaiataria, ou seja, onde faltam "homens que honram suas calças", eis que levantam-se não as "mulheróides" criadas nas provetas do mais sórdido feminismo, mas levantam-se as verdadeiras mulheres, a saber, as mães brasileiras que põem-se como sentinelas de olhos bem abertos a qualquer perigo que ronde e ponha em risco a harmonia e a santidade do seu lar e de sua Família. 


Em tempo: a Ideologia de Gênero é do diabo!

sábado, 4 de março de 2017

Lava-jato, FARC e Foro de São Paulo

A revista Veja publicou uma matéria que mostra como a Odebrecht, empreiteira escandalosamente ligada ao PT até a medula, patrocinou as FARC, em troca de livre acesso aos territórios onde esta atuava, onde poderiam executar seus empreendimentos. Os Pagamentos começaram a ser feitos, segundo a reportagem de Renato Onofre, em 1990, justamente o ano de criação do Foro de São Paulo pela tríade maldita: Lula, Fidel Castro e Manuel Marulanda, então comandante das FARC.

A cada dia que passa, o fato de haver uma organização latino-Americana resoluta em implantar o comunismo na América Latina utilizando-se de verba estatal brasileira torna-se mais evidente, graças às investigações da Lava-Jato

A Lava-Jato chegará ao cume do Foro de São Paulo e o escancarará à nação. 

quinta-feira, 2 de março de 2017

“Deus é silêncio. O demônio é barulho”

7 DE OUTUBRO DE 2016  - “Corremos o risco de reduzir o sagrado mistério a bons sentimentos”, alertou o cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

Em entrevista ao jornal francês “La Nef”, por ocasião da publicação do seu livro “A força do silêncio: contra a ditadura do barulho”, ele destacou que “o silêncio não é uma ideia; é o caminho que permite aos seres humanos chegarem a Deus. O silêncio sagrado é uma lei fundamental em toda a celebração litúrgica. O Concílio Vaticano II enfatiza que o silêncio é um meio privilegiado para se promover a participação do povo de Deus na liturgia”.

No entanto, ele também observou que, “a pretexto de facilitar o acesso a Deus, alguns gostariam que tudo na liturgia fosse imediatamente inteligível, racional, horizontal e humano. Mas, desse modo, corremos o risco de reduzir o mistério sagrado a bons sentimentos”.

E faz um questionamento pungente: “Com o pretexto da pedagogia, alguns sacerdotes permitem inúmeros comentários que são insípidos e mundanos. Esses pastores temem que o silêncio em presença do Altíssimo desconcerte os fiéis? Acreditam que o Espírito Santo é incapaz de abrir os corações aos divinos mistérios, derramando sobre eles a luz da graça espiritual?”.

Deus é silêncio e o demônio é barulho. Desde o princípio, Satanás procurou esconder as suas mentiras sob uma agitação falaciosa, ressonante”, afirmou o cardeal africano, prosseguindo: “O barulho se tornou como uma droga da qual os nossos contemporâneos são dependentes. Com sua festiva aparência, o barulho é um redemoinho que impede cada pessoa de encarar a si mesma e enfrentar o vazio interior. É uma mentira diabólica”.

Recuperar o sentido do silêncio, para o cardeal Robert Sarah, é uma “necessidade urgente. A verdadeira revolução vem do silêncio. Ela nos dirige a Deus e aos outros e, com ela, podemos colocar-nos humildemente a seu serviço (…) O silêncio é o pano com que as nossas liturgias devem ser tecidas. Nada nelas deveria interromper a atmosfera silenciosa, que é o seu clima natural”.

O silêncio “expõe o problema da essência da liturgia. Quando nos aproximamos da liturgia com o coração ruidoso, ela tem aparência humana, superficial. O silêncio litúrgico é uma disposição radical e essencial; é uma conversão do coração (…) Como podemos entrar nesta disposição interior a não ser dirigindo o nosso olhar, todos juntos, sacerdote e fiéis, para o Senhor que vem, para o oriente simbolizado pela abside, onde o trono é a Cruz? (…) Se não for fisicamente possível celebrar ad orientem, é absolutamente necessário pôr uma cruz no altar à plena vista, como um ponto de referência para todos. Cristo na cruz é o oriente cristão”.

Falando da sua recente afirmação sobre a “reforma da reforma”, o cardeal Sarah explicou que “a liturgia sempre deve ser reformada a fim de ser mais fiel à sua essência mística. O que é chamado de ‘reforma da reforma’, e que nós talvez devamos chamar de ‘mútuo enriquecimento dos ritos’, para adotar uma expressão do magistério de Bento XVI, é uma necessidade espiritual”.

O cardeal também lançou um apelo a não “desperdiçarmos o tempo contrastando uma liturgia com a outra, o rito de São Pio V com o do beato Paulo VI”, porque isso “é prejudicar a nossa relação com Deus e a expressão da nossa fé cristã. O diabo quer que estejamos uns contra os outros. É tempo de acabar com esta desconfiança, desprezo e suspeita. É tempo de redescobrir um coração católico. É tempo de redescobrir juntos a beleza da liturgia”.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Quando a correção pública é urgente e necessária

Por Roberto de Mattei, Corrispondenza Romana, 22-02-2017 | Tradução: Hélio Dias Viana – FratresInUnum.com:

Pode-se corrigir publicamente um Papa por seu comportamento repreenssível? Ou a atitude de um fiel deve ser de uma obediência incondicional ao ponto de justificar qualquer palavra ou gesto do Pontífice, mesmo que abertamente escandaloso? Segundo alguns, como o vaticanista Andrea Tornielli, é possível expressar “face a face” seu desacordo com o Papa, mas sem manifestá-lo publicamente. Pelo menos esta tese contém uma admissão importante: o Papa não é infalível, exceto quando fala ex cathedra. Do contrário não seria lícito dissentir dele, nem sequer em privado, e o caminho a seguir seria somente o do silêncio religioso. Contudo, o Papa, que não é Cristo, mas apenas o seu representante na Terra, pode pecar e errar. Mas – pergunta-se – é verdade que ele só pode ser corrigido de forma privada, e nunca publicamente?
Para responder, é importante lembrar o exemplo histórico por excelência, aquele que nos oferece a regra de ouro do comportamento, o chamado “incidente de Antioquia”. São Paulo no-lo recorda nestes termos na Carta aos Gálatas, escrita provavelmente entre 54 e 57: “Tendo visto que me tinha sido confiado o Evangelho para os não circuncidados, como a Pedro para os circuncidados, (porque quem fez de Pedro o Apóstolo dos circuncidados, também fez de mim o Apostolo dos gentios) e tendo reconhecido a graça que me foi dada, Tiago, Cefas e João, que eram considerados as colunas (da Igreja), deram as mãos a mim e a Barnabé, em sinal de comunhão, para que fôssemos aos gentios, e ele aos circuncidados, (recomendando) somente que nos lembrássemos dos pobres (da Judéia); o que eu fui solícito em cumprir. Mas, tendo vindo Cefas a Antioquia, eu lhe resisti na cara, porque merecia repreensão, pois que antes que chegassem alguns de Tiago, ele comia com os gentios, mas, depois que chegaram, retirava-se e separava-se (dos gentios), com receio dos que eram circuncidados. Os outros judeus imitaram-no na sua dissimulação, de sorte que até Barnabé foi induzido por eles àquela simulação. Porém eu, tendo visto que eles não andavam direitamente, segundo a verdade do Evangelho, disse a Cefas, diante de todos: Se tu, sendo judeu, vives como gentio e não como judeu, por que obrigas os gentios a judaizar?’”.
Pedro, por temor de ferir a susceptibilidade dos judeus, favorecia com o seu comportamento a posição dos “judaizantes”, que acreditavam que todos os cristãos convertidos deviam cumprir a circuncisão e outras disposições da Lei mosaica. São Paulo disse que São Pedro tinha claramente errado e por isso lhe “resistiu em face”, ou seja, publicamente, para que Pedro não desse escândalo na Igreja, sobre a qual exercia a autoridade suprema. Pedro aceitou a correção de Paulo, reconhecendo o seu erro com humildade.
São Tomás de Aquino trata deste episódio em muitas de suas obras. Em primeiro lugar, ele observa que “o apóstolo se opôs a Pedro no exercício da autoridade e não à sua autoridade de governo” (Super Epistolam ad Galatas lectura, n. 77, tr. It. ESD, Bologna 2006). Paulo reconhecia em Pedro o Chefe da Igreja, mas julgava legítimo lhe resistir, dada a gravidade do problema, que tocava a salvação das almas. “O modo como se deu a repreensão foi conveniente, pois foi público e manifesto” (Super Epistolam para Galatas, n. 84). O incidente, observa ainda o Doutor Angélico, contém lições tanto para os prelados quanto para seus súditos: “Aos prelados (foi dado exemplo) de humildade, para que não se recusem a aceitar repreensões da parte de seus inferiores e súditos; e aos súditos (foi dado) exemplo de zelo e liberdade, para que não receiem corrigir seus prelados, sobretudo quando o crime for público e redundar em perigo para muitos” (Super Epistulam ad Galatas, n. 77).
Em Antioquia, São Pedro demonstrou profunda humildade, e São Paulo, ardente caridade. O Apóstolo dos gentios mostrou-se não apenas justo, mas misericordioso. Entre as obras de misericórdia espirituais existe a admoestação dos pecadores, chamada pelos moralistas de “correção fraterna”. É privada, se privado for o pecado, e pública se o pecado for público. O próprio Jesus especificou a sua modalidade: “Se teu irmão pecar contra ti, vai, corrige-o entre ti e ele só. Se te ouvir, ganhaste o teu irmão. Se, porém, te não ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que pela palavra de duas ou três testemunhas se decida toda a questão. Se os não ouvir, dize-o à Igreja. Se não ouvir a Igreja, considera-o como um gentio e um publicano. Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes sobre a terra, será ligado no céu; e tudo o que desatardes sobre a terra, será desatado no céu” (Mt 18, 15-18).
Pode-se imaginar que depois de tentar convencer privadamente São Pedro, Paulo não hesitou em repreendê-lo publicamente, mas – diz São Tomás –  “porque São Pedro tinha pecado na frente de todos, devia ser repreendido na frente de todos” (In 4 Sententiarum, Dist. 19, q. 2, a. 3, tr. ele., ESD, Bolonha, 1999).
 A correção fraterna, como ensinam os moralistas, é um preceito não opcional, mas obrigatório, sobretudo para aqueles que têm cargos de responsabilidade na Igreja, porque deriva da lei natural e da lei divina positiva (Dictionnaire de Théologie Catholique, vol. III, col. 1908). A admonição pode ser dirigida do inferior ao superior, e também dos leigos ao clero. À pergunta de se há obrigação de repreender publicamente o superior, São Tomás respondeu de forma afirmativa no Comentário sobre as Sentenças de Pedro Lombardo, observando, no entanto, que devemos sempre agir com o máximo respeito. Portanto, “os prelados não devem ser corrigidos por seus súditos na frente de todos, mas humildemente, em particular, a menos que haja um perigo para a fé; em tal caso, na verdade, o prelado tornar-se-ia inferior, por ter incorrido na infidelidade, e o súdito tornar-se-ia superior” (In Sententiarum 4, Dist. 19, q. 2, a. 2).
Nos mesmos termos o Doutor Angélico se exprime na Suma Teológica: “Havendo perigo próximo para a fé, os prelados devem ser argüidos, até mesmo publicamente, pelos súditos. Assim, São Paulo, que era súdito de São Pedro, argüiu-o publicamente, em razão de um perigo iminente de escândalo em matéria de Fé. E, como diz a Glosa de Santo Ambrósio, ‘o próprio São Pedro deu o exemplo aos que governam, a fim de que estes afastando-se alguma vez do bom caminho, não recusassem como indigna uma correção vinda mesmo de seu súditos’ (ad Gal. 2, 14)” (Suma Teológica, II-IIae, 33, 4, 2).
Cornélio a Lapide, resumindo o pensamento dos Padres e Doutores da Igreja, escreve: “Que os superiores podem ser repreendidos, com humildade e caridade, pelos inferiores, a fim de que a verdade seja defendida, é o que declaram, com base nesta passagem (Gal. 2, 11), Santo Agostinho (Epist. 19), São Cipriano, São Gregório, Santo Tomás e outros acima citados. Eles claramente ensinam que São Pedro, sendo superior, foi repreendido por São Paulo (…). Com razão, pois, disse São Gregório (Homil. 18 in Ezech); ‘Pedro calou-se a fim de que, sendo o primeiro na hierarquia apostólica, fosse também o primeiro em humildade’. E Santo Agostinho escreveu (Epist. 19 ad Hieronymum): ‘Ensinando que os superiores não recusem deixar-se repreender pelos inferiores, São Pedro deu à posteridade um exemplo mais incomum e mais santo do que deu São Paulo ao ensinar que, na defesa da verdade, e com caridade, aos menores é dado ter a audácia de resistir sem temor aos maiores’” (Ad Gal. 2, II, in Commentaria in Scripturam Sacram, Vives, Paris, 1876, tomo XVII).
A correção fraterna é um ato de caridade. Entre os pecados mais graves contra a caridade, há o cisma, que é a separação da autoridade da Igreja ou de suas leis, usos e costumes. Até mesmo um Papa pode cair em cisma, se ele divide a Igreja, como explica o teólogo Suárez (De schismate in Opera omnia, vol. 12, pp. 733-734 e 736-737), e confirma o cardeal Journet (L’Eglise du Verbe Incarné, Desclée, Bruges 1962, vol. I, p. 596).
Hoje na Igreja reina a confusão. Alguns corajosos cardeais anunciaram uma eventual correção pública ao Papa Bergoglio, cujas iniciativas estão se tornando cada dia mais preocupantes e divisivas. O fato de ele se omitir em responder às  “dubia” dos cardeais sobre o capítulo 8 da Exortação Amoris laetitia, credencia e incentiva interpretações heréticas ou próximas da heresia relativas à comunhão aos divorciados recasados. Assim favorecida, a confusão produz tensões e disputas internas, ou uma situação de conflito religioso que preludia o cisma. O ato de correção pública é urgente e necessário.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Carnaval nas Paróquias.

Todos os anos, uma dor pungente invade os corações dos católicos que não se deixam levar pelas seduções de um mundo cada vez mais paganizado: é a dor de contemplarmos atônitos a quantidade de paróquias que realizam bailes de carnaval.

Antes de de mais nada, reproduzo o que pensavam os Santos a respeito desta festa maldita:

"Nestes três dias de carnaval tivemos o Santíssimo exposto desde a uma, mais ou menos, até pouco antes das 6 horas. São dias de festa e ao mesmo tempo, de tristeza. podemos fazer tão pouco para reparar tanto pecado."  Santa Teresa dos Andes, carta 162.

"Não é sem razão mística que a Igreja põe hoje à nossa meditação, Jesus Cristo predizendo a sua dolorosa Paixão. Deseja nossa Boa Mãe que nós, seus filhos, nos unamos a ela na compaixão do seu Divino Esposo, e o consolemos com nossos obséquios; portanto, os pecadores nestes dias, mais do que nos outros tempos, Lhe renovam os ultrajes descritos nos Evangelhos. Nestes tristes dias (de carnaval) os cristãos, e quiçá, entre eles, alguns dos mais favorecidos, trairão seu Divino Mestre e o entregarão nas mãos do demônio. Eles o trairão não às ocultas, senão nas praças e vias públicas, fazendo ostentação de sua traição. Eles o trairão não por trinta dinheiros, mas por coisas mais vis ainda: pela satisfação de um paixão, um torpe prazer ou por um divertimento momentâneo."  Santo Afonso Maria de Ligório, meditações.

"Oh, que tempo diabólico!" Santa catarina de Sena dizia aos soluços, sobre o tempo do Carnaval.

"Colheita do Diabo" era o nome dado por João de Foligno, Servo de Deus, ao Carnaval.

" O Carnaval é um tempo infelicíssimo, no qual cristãos cometem pecados sobre pecados, e correm à rédea solta para a perdição."  São Vicente Ferrer

"O Carnaval: tempo de minhas dores e aflições!" São Francisco de Sales

"Numa outra vez, no tempo do carnaval, apresentou-me, após a comunhão, sob a forma de Ecce Homo, carregando a Cruz, todo coberto de chagas e de ferimentos. O Sangue adorável corria de toda parte, dizendo com voz dolorosamente triste: não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que se põem os pecadores, sobretudo agora (no carnaval)?" Santa margarida Maria Alacoque, Escritos Espirituais


Os Santos são unânimes nos comentários e sentenças que tecem a respeito do carnaval. O carnaval é um período onde aproveita-se do espírito de libertinagem reinante para chafurdar-se na lama dos mais aviltantes pecados contra a moral e contra a castidade, tão caras a Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Mas, quando se imagina que neste maremoto de ultrajes infamantes contra Nosso Senhor e contra a Salvação das almas levantar-se-á a Igreja para pôr-se contra esta satânica torrente de pecados e de perdição, eis que deparamo-nos com uma infinidade de paróquias nas quais ao invés de afastarem os jovens - tão vulneráveis nestes dias - deste lodaçal, encorajando-os à Adoração ao Santíssimo Sacramento, participação da Santa Missa, récita do Santo Rosário e às mortificações como forma de desagravo aos ultrajes cometidos contra os Corações de Jesus e de maria Santíssima, preferem fazer em suas comunidades bailes e carnaval, com direito à escolas de samba e tudo. Duvida? Ei-la:


Este é o cartaz de divulgação de uma baile de Carnaval, no interior de um colégio Salesiano, ou seja, é um colégio confessional católico, que antes de mais nada, deveria primar pela salvação das almas de seus alunos, e que é ligado a uma paróquia, paróquia na qual, ao final das missas, o reverendo padre anuncia ostensivamente a presença das Escolas de Samba no evento dentro do colégio Salesiano. Primeiramente, o que havia para ser dito sobre o que qual seria a essência do carnaval, já o disseram os Santos; segundo, a escolas de samba são publicamente reconhecidas como entidades ligadas à contravenção, que é crime, e geralmente são consagradas á entidades pagãs, como os orixás. Algo tão anti-cristão é impossível! Isto sem falar na quantidade de mulheres semi-nuas que apresentam-se nestas escolas. Enfim, algo absolutamente imoral e incompatível com a moral e os bons costumes. 

Aos Padres que permitem e promovem estas aberrações, vocês estão sendo aplaudidos de pé.... por Santanás e seus demônios.




sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Sobre as calúnias feitas a Ives Gandra Filho



A trágica morte do Ministro Teori Zavascki trouxe-nos a esperança de termos no STF uma figura da estirpe de Ives Gandra Filho, renomadíssimo jurista, intelectual de garbo e católico genuíno. Tais atributos foram suficientes para fazer babar de raiva a esquerda brasileira, capitaneadas pela Folha, que num ato de terrorismo jornalístico e tentativa de assassinato de reputação do Jurista, espalhou mentiras sobre trechos da obra literária de Gandra Filho, alcunhando-o de homofóbico, machista e etc. Como bem disse o analista político Alexandre Borges em sua conta do Twitter, todos os tipos podem integrar o STF, menos Cristãos legítimos. Sim, esta histeria, e a calúnia espalhada, têm o intuito claro de impedir a entrada de Ives Gandra Filho no panteão togado do STF, pelo simples fato de ser ele Cristão Católico, com aversão ao aborto (como todo cristão deve ser), e que crê que o matrimônio dá-se entre homem e mulher, algo que inclusive, é constitucional.

Abaixo, uma nota do Jurista Ives Gandra Filho, sobre a calúnia espalhada:

Diante de notícias veiculadas pela imprensa, descontextualizando quatro parágrafos de obra jurídica de minha lavra, venho esclarecer não ter postura nem homofóbica, nem machista. Deixo claro no artigo citado, de 70 páginas, sobre direitos fundamentais, que as pessoas homossexuais devem ser respeitadas em sua orientação e ter seus direitos garantidos, ainda que não sob a modalidade de matrimônio para sua união. Por outro lado, ao tratar das relações familiares, faço referência apenas, de passagem, ao princípio da autoridade como incito a qualquer comunidade humana, com os filhos obedecendo aos pais e a mulher ao marido no âmbito familiar, calcado em obra da filósofa judia-cristã Edith Stein, morta em campos de concentração nazista […]
O compartilhamento da autoridade sempre me pareceu evidente, tendo sido essa a que meus pais casados há 58 anos viveram e a qual são seus filhos muito gratos. Por outro lado, cabe lembrar que fui relator no Plenário do TST do processo que garantiu às mulheres o direito ao intervalo de 15 minutos antes de qualquer sobrejornada de trabalho, decisão referendada pela Suprema Corte. As demais posturas que adoto em defesa da vida e da família são comuns a católicos e evangélicos, não podendo ser desconsideradas ‘a priori’ numa sociedade democrática.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Cavalo de Troia 2

Como eu havia escrito AQUI por ocasião do boom de imigrações em massa de refugiados sírios Europa adentro, terroristas e bandidos de menor calibre entraram pelas fronteiras peneirescas da União Européia. 

Marine Le Pen, candidata à Presidência da França em 2017, uma mulher de fibra e coragem de fazer inveja ao Chuck Norris, solta o verbo no Parlamento, denunciando exatamente isto: a entrada em massa de terroristas na Europa, camuflados de refugiados.

A direita avisou...



sábado, 17 de dezembro de 2016

“Nossas esposas e filhas têm medo de ataques sexuais,” diz ministro alemão, que avisou que Alemanha perdeu o controle de suas ruas e precisa deportar centenas de milhares de imigrantes muçulmanos

- juliosevero.blogspot.com.br
Markus Söder, ministro do interior e economia da Bavária, fez os comentários depois do assassinato da adolescente Maria Ladenburger, e um ano desde que centenas de moças alemãs sofreram ataques sexuais na cidade de Colônia. Ele avisou: “Nossas mulheres e filhas estão cada vez mais com medo de ataques sexuais.”
Ele afirmou que a polícia está frustrada com a impunidade legal para com imigrantes que cometem crimes sexuais. Um imigrante muçulmano de 17 anos está sendo acusado de estuprar e matar Ladenburger, de 19 anos.
No começo deste mês, um muçulmano iraquiano de 31 anos foi preso por estuprar duas mulheres em Bochum. Na virada de ano no ano passado, centenas de moças alemãs sofreram ataques sexuais de muçulmanos africanos.
Söder disse: “No ano passado, a Alemanha perdeu o controle de suas fronteiras. Agora, a Alemanha está perdendo o controle de suas ruas.” A única solução, ele apontou, é realizar uma deportação em massa de imigrantes muçulmanos.
Com informações do DailyMail.

Ano ruim para a esquerda.

O ano de 2016 foi, de fato, um ano ruim para a esquerda. Eis os motivos, nas ordem em que me lembro.

- Dilma é defenestrada da Presidência da nefasta República;

- Lula é Tetra-réu na Lava-Jato / Zelotes, e já sente o frio das algemas tocar-lhe a pele dos punhos;

- A esquerda, representada por inúmeros partidos, teve uma derrota clamorosa nas eleições municipais deste ano. No Rio, o cristão Marcelo Crivella - do qual não nutro grandes simpatias derrotou Marcelo Freixo, o paladino dos direitos da bandidagem;

- Donald Trump, contra todas as previsões dos jornalistas de meia tigela do Brasil, e confirmando a sagacidade dos intelectuais conservadores que previram sua Vitória, é eleito Presidente dos Estados Unidos da América;

- Na França, temos Marine Le Pen, que a mídia brasileira insiste de forma idiota em alcunhá-la como sendo uma candidata de "extrema-direita", como o principal nome para a eleição presidencial francesa em 2017. A esquerda não tem a mínima chance contra Le Pen, principalmente após o desastre das imigrações ilimitadas e à eleição de Donald Trump;

- Na Inglaterra, temos Theresa May, do Partido Conservador, como Primeira-Ministra;

- Depois do Brexit, outros países cogitam sua saída da União Européia;

- A Venezuela saiu do Mercosul;

-Morre o ditador sanguinário Fidel Castro

- Morre Dom Paulo Evaristo Evaristo Arns, o mesmo que escreveu bilhetinho de congratulações para Fidel Castro quando da derrubada de Fulgêncio Batista, dizendo que "a fé cristã descobre nas conquistas da Revolução os sinais do Reino de Deus;

- Jair Messias Bolsonaro está, segundo pesquisa do Data Folha, em segundo lugar nas intenções espontâneas de voto, o que significa que sem nenhum outro nome mencionado pelo entrevistador, o nome que salta da boca do brasileiro quando interrogado sobre em quem votaria no pleito de 2018 é o de Jair Bolsonaro. Se o Data Folha seguir fielmente sua competência das estatísticas da últimas eleições, podemos ter certeza de que Jair Bolsonaro não está em segundo, mas em primeiro lugar nas intenções espontâneas de voto;]

Certamente tem mais coisa, mas isto, por hora, é o que me lembro.

Que venha 2018.





Dom Athanasius Schneider – palavra final sobre ‘Amoris Laetitia’.

- Fratres in Unum.com 

A seguinte palestra foi proferida por Sua Excelência Reverendíssima Dom Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar de Astana, Cazaquistão, na Fundação Lepanto, em 5 de dezembro, e traduzida por Matthew Cullinan Hoffman de LifeSiteNews – tradução para o português de Rafael Ribeiro de Faria especialmente para FratresInUnum.com.

Dom Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Karaganda, Cazaquistão.
Dom Athanasius Schneider,..
ROMA, Itália, 9 de dezembro de 2016 — Quando Nosso Senhor Jesus Cristo pregou a verdade eterna dois mil anos atrás, a cultura, isto é, o espírito reinante daquele tempo, estava radicalmente oposto a Ele. Especificamente, havia o sincretismo religioso, o gnosticismo das elites intelectuais e a permissividade moral das massas, especialmente no que diz respeito à instituição do matrimônio. “Estava no mundo e o mundo foi feito por Ele, e o mundo não o reconheceu.” (João 1:10.)
A maioria do povo de Israel, em particular os sumos sacerdotes, os escribas e os Fariseus, rejeitaram o Magistério da divina revelação de Cristo e também a proclamação da indissolubilidade absoluta do matrimônio. “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam”. (João 1:11). Toda a missão do Filho de Deus na Terra consistiu na revelação da Verdade: “É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo”. (João 18:37).
Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na Cruz para salvar a humanidade do pecado, oferecendo a Si mesmo em perfeito e agradável sacrifício de louvor e expiação a Deus Pai. A morte redentora de Cristo também contém o testemunho que Ele deu em todas as Suas palavras. Cristo está preparado para morrer pela verdade de cada uma de Suas palavras: “Mas, agora, procurais tirar-me a vida, a mim que vos falei a verdade que ouvi de Deus!… Por que não compreendeis a minha linguagem? É porque não podeis ouvir a minha palavra. Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. Mas eu, porque vos digo a verdade, não me credes. Quem de vós me acusará de pecado? Se vos falo a verdade, por que me não credes?” (João 8: 40, 43-46). A disposição de Jesus em morrer pela verdade incluía toda a verdade que Ele anunciou, certamente incluindo a verdade da absoluta indissolubilidade do matrimônio.
Jesus Cristo é o restaurador da indissolubilidade e da santidade original do matrimônio, não apenas por meio de Sua palavra divina, mas de uma forma mais radical por meio da sua morte redentora, com a qual Ele elevou a dignidade criada e natural do matrimônio à dignidade de um sacramento. “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela… Certamente, ninguém jamais aborreceu a sua própria carne; ao contrário, cada qual a alimenta e a trata, como Cristo faz à sua Igreja – porque somos membros de seu corpo. ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois constituirão uma só carne.’ Este mistério é grande, quero dizer, com referência a Cristo e à Igreja.” (Ef. 5: 25, 29-32). Por essa razão as seguintes palavras da pregação da Igreja são aplicadas também ao matrimônio: “Ó Deus, que de modo maravilhoso criastes em sua dignidade a natureza humana e de modo mais maravilhoso ainda a reformastes” (Missa Tridentina, Rito do Ofertório).
Os Apóstolos e seus sucessores, em primeiro lugar os Romanos Pontífices, sucessores de Pedro, guardaram com devoção e transmitiram com fidelidade a doutrina inegociável do Verbo Encarnado sobre a santidade e indissolubilidade do matrimônio, também no que diz respeito à pratica pastoral. Essa doutrina de Cristo é expressa na seguinte afirmação do Apóstolo: “Considerai o matrimônio com respeito e conservai o leito conjugal imaculado, porque Deus julgará os impuros e os adúlteros” (Heb. 13: 4) e “Aos casados mando (não eu, mas o Senhor) que a mulher não se separe do marido. E, se ela estiver separada, que fique sem se casar, …-Igualmente, o marido não repudie sua mulher.” (1 Cor. 7:10-11). Essa palavra inspirada pelo Espírito Santo sempre foi proclamada na Igreja por dois mil anos, servindo como uma instrução obrigatória e como uma norma indispensável para a disciplina sacramental e para a vida prática dos fiéis.
O mandamento de não casar novamente após a separação de um cônjuge legitimo não é fundamentalmente uma norma positiva ou canônica da Igreja, mas é a Palavra de Deus, como São Paulo Apóstolo ensinou: “Mando não eu, mas o Senhor” (1 Cor. 7:10). A Igreja proclamou essa palavra ininterruptamente, proibindo aos fiéis validamente casados de buscarem o matrimônio com um novo parceiro. Consequentemente, a Igreja, conforme a razão – divina e humana – não possui autoridade para aprovar, mesmo implicitamente, uma união more uxorio (conjugal) fora de um matrimônio válido, admitindo tais pessoas adúlteras à Santa Comunhão.
Uma autoridade eclesiástica que emite normas ou orientações pastorais que prevê tal admissão, arroga para si um direito que Deus não concedeu. Um acompanhamento e discernimento pastoral que não comunica à pessoa adúltera, os chamados divorciados recasados, a obrigação divinamente estabelecida de viver em continência como uma condição sine qua non para admissão aos sacramentos, trata-se, na realidade, de clericalismo arrogante, uma vez que não há clericalismo tão farisaico como aquele que arroga para si os direitos reservados a Deus. 
Um dos mais antigos e evidentes testemunhos da imutável prática da Igreja Romana de rejeitar uniões adúlteras pela disciplina sacramental – uniões de fiéis que ainda estão ligados a um cônjuge legítimo por um vínculo matrimonial – é o autor de uma catequese penitencial conhecida pelo título pseudônimo de “o Pastor de Hermas”. A catequese foi escrita, muito provavelmente, por um sacerdote romano no começo do século II, como indicado pelo estilo literário de “apocalipse” ou relato de uma visão.
O segundo diálogo entre Hermas e o anjo da penitência, que aparece a ele na forma de um pastor, demonstra com admirável clareza a doutrina e a prática imutável da Igreja Católica nesse campo: “O que, ó Senhor, fará o marido se sua mulher persiste nessa paixão do adultério?” “Deve repudiá-la e viver sozinho. Contudo, se depois de ter repudiado sua mulher, ele se casar com outra, então ele também comete adultério.” “Senhor, e se a mulher depois de ter sido repudiada, arrepender-se e quiser voltar a seu marido, ele deverá acolhê-la?” “Sim. E se o marido não a receber, ele cometerá pecado e carrega-se de grande culpa. Ele deve, ao contrário, acolher aquela que peca e se arrepende… É por causa da possibilidade desse arrependimento que o homem não deve se casar de novo. Essa obrigação vale tanto para a mulher como para o homem. O adultério não é apenas macular o corpo. Quem vive como os pagãos, também comete adultério… Por essa razão é que se ordena permanecer sozinho, tanto o homem como a mulher, é porque em tal caso é possível o arrependimento… mas aquele que pecou não deve pecar de novo” (O Pastor de Hermas, Quarto Mandamento, 1).
Sabemos que o primeiro grande pecado eclesiástico foi o pecado do sumo sacerdote Aarão, quando cedeu à impertinente solicitação dos pecadores e permitiu que venerassem o ídolo do bezerro de ouro (Cf. Ex. 32:4), substituindo, nesse caso particular, o Primeiro Mandamento do Decálogo de Deus, isto é, substituindo a vontade e a palavra de Deus pela vontade pecadora do homem. Aarão justificou seu ato de clericalismo exacerbado recorrendo à misericórdia e à sua compreensão das necessidades do homem. A Sagrada Escritura diz exatamente assim: “Moisés viu que o povo estava desenfreado, porque Aarão tinha-lhe soltado as rédeas, expondo-o assim à mofa de seus adversários.”(Ex. 32:25).
Esse primeiro pecado eclesiástico está se repetindo hoje na vida da Igreja. Aarão deu permissão ao povo para pecar contra o Primeiro Mandamento do Decálogo de Deus, e estar ao mesmo tempo sereno e contente ao fazê-lo, e o povo de fato estava dançando. Foi uma idolatria alegre: “O povo assentou-se para comer e beber, e depois levantaram-se para se divertir.” (Ex. 32:6). Em vez do Primeiro Mandamento, como foi no tempo de Aarão, muitos eclesiásticos, até nos níveis mais altos, substituem, em nossos dias, o Sexto Mandamento pelo novo ídolo das relações sexuais entre pessoas que não estão validamente casadas, o que, de certo modo, é o Bezerro de Ouro venerado pelos clérigos de nosso tempo.
A admissão de tais pessoas ao sacramento, sem pedir que vivam em continência como uma condição sine qua non, significa fundamentalmente uma permissão para não observar, em tal caso, o Sexto Mandamento. Tais eclesiásticos, como novos “Aarões”, satisfazem tais pessoas, dizendo que elas podem ficar tranquilas e alegres, isto é, que podem continuar na alegria do adultério, por causa de uma nova “via caritatis” (via de caridade) e por causa do sentido “maternal” da Igreja, e que podem até receber o sustento da Eucaristia. Com tais orientações pastorais, os novos clérigos “Aarônicos” fazem do povo Católico o escárnio de seus inimigos, isto é, do mundo descrente e imoral, que poderá realmente dizer, por exemplo:
“Na Igreja Católica pode-se ter uma nova parceira além da própria esposa, e a união com ela é permitida na prática.”
“Na Igreja Católica, consequentemente, é permitido uma espécie de poligamia.” 
“Na Igreja Católica, a observância do Sexto Mandamento do Decálogo, tão odiado por parte de nossa sociedade moderna, ecológica e iluminada, pode ter legítimas exceções.”
“O princípio do progresso moral do homem moderno, de acordo com o qual a legitimidade de atos sexuais fora do casamento deve ser aceita, é finalmente aceito de forma implícita pela Igreja Católica, que sempre foi retrógrada, rígida e contrária à alegria do amor e ao progresso moral do homem moderno.”
É assim que os inimigos de Cristo e da verdade divina estão começando a dizer, esses que são os verdadeiros inimigos da Igreja. Pelo trabalho do novo clericalismo Aarônico, a admissão daqueles que, sem arrependimento, praticam adultério, faz dos filhos da Igreja Católica o escárnio de seus adversários.
O fato de que o primeiro santo a dar sua vida como testemunho de Cristo ter sido São João Batista, o Precursor do Senhor, permanece sempre como uma grande lição e um sério aviso aos pastores e aos fiéis da Igreja. O testemunho de João Batista consistiu na defesa, sem sombra de dúvida ou ambiguidade, da indissolubilidade do matrimônio, e na condenação do adultério. A história da Igreja Católica é gloriosa nos exemplos luminosos deixados por aqueles que seguiram o exemplo de São João Batista ou que, como ele, deram testemunho de seu sangue, sofrendo perseguições e prejuízos pessoais. Esses exemplos devem guiar especialmente os pastores da Igreja hoje, porque eles não cederam à clássica tentação eclesiástica de buscar agradar o homem mais que a santa e exigente vontade de Deus, uma vontade que é ao mesmo tempo amorosa e muito sábia.
Entre os numerosos imitadores de São João Batista como mártires e confessores da indissolubilidade do matrimônio, vamos recordar apenas alguns dos mais significantes. O primeiro grande testemunho foi o do Papa São Nicolau I, que recebeu o nome de “Magno”. Houve um conflito no século IX entre o Papa Nicolau I e Lotário II, o rei de Lorena. Lotário inicialmente estava unido, mas não casado, com uma aristocrata de nome Valdrada, contraindo depois matrimônio com a nobre Teuberga por razões políticas. Depois se separou dela e se casou com sua antiga companheira, e quis que o Papa, a todo custo, reconhecesse a validade do segundo casamento. Mas, apesar de Lotário gozar do apoio dos bispos de sua região e do apoio do Imperador Luís II, que invadiu Roma com seu exército, Nicolau I não cedeu às suas exigências e de forma alguma reconheceu o segundo casamento como legítimo.
Lotário II, o rei de Lorena, depois de repudiar e trancar sua consorte Teuberga num mosteiro, passou a viver com Valdrada, e recorrendo a calúnias, ameaças e torturas, pediu aos bispos locais por um divórcio, para poder casar com ela. Os bispos de Lorena, no Sínodo de Aachen em 862, cederam às maquinações do rei, aceitaram a confissão de infidelidade de Teuberga, sem levar em conta que foi extorquida por violência. Lotário II então se casou com Valdrada, que se tornou rainha. Em seguida houve um apelo da rainha deposta ao Papa, que interveio contra os bispos que consentiram, provocando desobediência, excomunhão e retaliação por parte de dois deles, que se voltaram para o imperador Luís II, irmão de Lotário.
O Imperador Luís decidiu agir com força e no começo de 864 ele chegou a Roma com o exército, invadindo a Cidade Leonina com seus soldados, desfazendo até procissões religiosas. O Papa Nicolau foi forçado a deixar a Basílica de Latrão e buscar refúgio na Basílica de São Pedro, e declarou que estava preparado para morrer, ao invés de permitir uma união more uxorio fora de um casamento válido. No final, o imperador cedeu à heroica constância do papa e aceitou seus decretos, chegando a obrigar os dois arcebispos rebeldes, Gunter de Colônia e Tietgaldo de Tréveris, a aceitar a decisão do papa.
O Cardeal Walter Brandmüller faz a seguinte avaliação desse evento emblemático na história da Igreja: “No caso que examinamos, significa que, considerando o dogma da unidade, da sacramentalidade e da indissolubilidade do matrimônio entre duas pessoas batizadas, não há caminho de volta a não ser – inevitável, e portanto, rejeitado – considerá-lo um erro que deve ser corrigido. O modo de agir de Nicolau I na disputa quanto  ao novo casamento de Lotário II, tão consciente de princípio como inflexível e destemido, constitui um marco importante no caminho da afirmação da doutrina do matrimônio no contexto cultural germânico. O fato de que esse Papa, como vários de seus sucessores em ocasiões similares, ter provado ser um advogado da dignidade da pessoa e da liberdade dos fracos – que em geral eram mulheres – tornou Nicolau I digno de respeito de historiadores, da coroa da santidade e do título de ‘Magno.’”
Outro brilhante exemplo de confessores e mártires da indissolubilidade do matrimônio é dado por três figuras históricas envolvidas no caso do divórcio de Henrique VIII, Rei da Inglaterra. Eles são o Cardeal São João Fisher, São Thomas More e o Cardeal Reginald Pole.
Quando ficou claro pela primeira vez que Henrique VIII buscava uma maneira de se divorciar de sua legítima esposa, Catarina de Aragão, o bispo de Rochester, João Fisher, publicamente se opôs a seus esforços. Ele é o autor de sete publicações onde condena o iminente divórcio de Henrique VIII. O Primaz da Inglaterra, Cardeal Wolsey, e todos os outros bispos do país, com exceção do bispo de Rochester, John Fisher, apoiaram a tentativa do rei para dissolver seu primeiro e válido matrimônio. Talvez eles o tenham feito por motivos pastorais e para avançar na possibilidade de um acompanhamento e discernimento pastoral.
Ao contrário, o bispo John Fisher teve coragem o suficiente para fazer uma declaração bem clara na Câmara dos Lordes, afirmando que o matrimônio era legítimo, que um divórcio seria ilegal, e que o rei não tinha o direito de tomar esse caminho. Na mesma sessão do Parlamento, o famoso Ato de Sucessão foi aprovado, o qual requeria de todos os cidadãos o juramento de sucessão, reconhecendo os filhos de Henrique e Ana Bolena como os herdeiros legítimos do trono, sob pena de ser culpado de alta traição. O Cardeal Fisher recusou o juramento, foi preso em 1534 na Torre de Londres e no ano seguinte foi decapitado.
O Cardeal Fisher havia declarado que nenhum poder, humano ou divino, poderia dissolver o matrimônio do rei e da rainha, pois o matrimônio era indissolúvel, e ele estava pronto para dar a vida de bom grado por essa verdade. Ele notou que em tais circunstâncias, João Batista não viu outra maneira mais gloriosa de morrer do que pela causa do matrimônio, não obstante o fato que de o matrimônio não era tão sagrado naquele tempo como o seria depois, quando Cristo derramou Seu Sangue para santificá-lo.
Em pelo menos dois registros de seu julgamento, São Thomas More observou que a verdadeira causa da hostilidade de Henrique VIII contra ele era o fato de que Thomas More não acreditava que Ana Bolena era esposa de Henrique VIII. Uma das causas da prisão de Thomas More foi sua recusa em afirmar por juramento a validade do casamento entre Henrique VIII e Ana Bolena. Naquele tempo, diferente do nosso, nenhum Católico acreditava que uma relação adúltera poderia, em circunstâncias particulares ou por motivos pastorais, ser tratada como se fosse um casamento verdadeiro.
Reginald Pole, futuro cardeal, era primo distante do Rei Henrique VIII, e em sua juventude recebeu dele uma bolsa generosa para os estudos. Henrique VIII lhe ofereceu o arcebispado de York, se o apoiasse na causa de seu divórcio. Então Pole teria de ser um cúmplice no desrespeito que Henrique VIII tinha pelo matrimônio. Durante uma conversa com o rei no palácio real, Reginald Pole disse-lhe que não poderia aprovar seus planos, pela salvação da alma do rei e por causa de sua própria consciência. Ninguém, até aquele momento, havia ousado se opor ao rei em sua face. Quando Reginald Pole pronunciou essas palavras, o rei se enfureceu ao ponto de tirar seu punhal. Pole pensou que naquele momento o rei o esfaquearia. Mas a cândida simplicidade com a qual Pole falou, como se tivesse pronunciado uma mensagem de Deus, e sua coragem na presença de um tirano, salvaram sua vida.
Alguns eclesiásticos naquele tempo sugeriram ao Cardeal Fisher, ao Cardeal Pole e a Thomas More, que eles deveriam ser mais “realistas” quanto ao assunto da união adúltera e irregular de Henrique VIII com Ana Bolena, e menos “preto e branco”, e que talvez fosse possível realizar um processo canônico breve para certificar a nulidade do primeiro casamento. Desse modo, se poderia evitar um cisma e prevenir que Henrique VIII cometesse pecados mais graves e monstruosos. No entanto, há um grande problema com esse raciocínio: todo o testemunho da palavra revelada da divina e ininterrupta tradição da Igreja diz que a indissolubilidade de um matrimônio verdadeiro não deve ser repudiada, nem pode ser tolerado um adultério consolidado pelo tempo, quaisquer que sejam as circunstâncias.
Um último exemplo de testemunho é dos chamados “cardeais negros”, no caso do divórcio de Napoleão I, um nobre e glorioso exemplo de membros do Colégio Cardinalício para todos os tempos. Em 1810, o Cardeal Ercole Consalvi, então Secretário de Estado, se recusou a comparecer à celebração do casamento entre Napoleão e Maria Luísa da Áustria, dado que o papa não pôde se expressar quanto à não validade da primeira união, entre o Imperador e Josefina de Beauharnais. Furioso, Napoleão ordenou que os bens de Consalvi e de outros doze cardeais fossem consfiscados, e que eles deveriam ser privados de sua posição. Esses cardeais então tinham que se vestir como padres comuns, sendo apelidados de “cardeais negros.” O Cardeal Consalvi reconta o caso dos treze “cardeais negros” em suas memórias:
“No mesmo dia fomos obrigados a parar de usar a insígnia de cardeais, e a nos vestir de preto, de onde veio a denominação “Negro” e “Vermelho”, pela qual os dois partidos do Colégio ficaram distinguidos… Foi um milagre que, na sua fúria inicial, o Imperador ordenou que três dos treze cardeais fossem executados, isto é, Opizzoni, eu e um terceiro, cuja identidade é desconhecida (talvez fosse o Cardeal di Pietro), e depois, quando limitou-se a mim apenas, a execução  não foi realizada.”
Então o Cardeal Consalvi conta com mais detalhes: “Após muitas deliberações entre nós treze, concluiu-se que, sobre o convite do Imperador, por nosso respeito ao matrimônio, nós não compareceríamos, isto é, nem no religioso, pela razão dada acima, nem no civil, pois não acreditamos que seja apropriado que um cardeal autorize, com sua presença, a nova legislação, a qual separa tal ato da chamada benção nupcial, e que apesar da suposição de que o ato foi desligado da sua anterior associação, não acreditamos que o foi legitimamente. Decidimos, portanto, não comparecer. Quando o casamento civil foi realizado em Saint-Cloud, nós treze não comparecemos. Chegou o dia do casamento religioso. Os assentos foram preparados para todos os cardeais, com a esperança de que no último momento todos compareceriam, ao menos no evento que mais interessava à Corte. Mas os treze cardeais não foram. Os outros quatorze compareceram… Quando o Imperador entrou na capela, seu primeiro olhar foi na direção do lugar onde os cardeais estavam e, ao ver apenas quatorze, sua face tinha tal expressão de raiva, que todos os presentes perceberam claramente.”
“Então chegou o dia final. Depois de trazer todos os treze cardeais ao Ministério de Culto, fomos levados a uma sala onde nos encontramos com o Ministro da Polícia, Fouché. Quando entramos, o Ministro Fouché estava na lareira e me aproximei para cumprimentá-lo. Ele me disse em voz baixa: “Eu lhe avisei, Senhor Cardeal, que as consequências seriam terríveis: o que me dói é ver-lhe entre as vítimas.” O Ministro de Culto começou a falar e acusou o cardeal e seus doze colegas de estarem envolvidos numa conspiração. “Sobre esse crime, proibido e punido com a maior severidade na lei vigente, ele se encontrou na desagradável necessidade de mostrar as ordens de Sua Majestade para nós, que foram essas três coisas, a saber: primeiro, que nossos bens, não apenas eclesiásticos, mas também patrimoniais, seriam retirados de nós a partir daquele momento e confiscados; segundo, estávamos proibidos para sempre de usar a insígnia de cardeais ou qualquer outro uniforme apropriado à nossa dignidade, pois Sua Majestade não mais nos considerava cardeais; terceiro, que Sua Majestade reservou para si o direito de decidir sobre nossas pessoas, o que nos fez compreender que talvez fossemos levados a julgamento… No mesmo dia fomos obrigados a parar de usar a insígnia de cardeais, e a nos vestir de preto, de onde veio a denominação “Negro” e “Vermelho”, pela qual os dois partidos do Colégio ficaram distinguidos.”
Que o Espírito Santo levante, entre todos os membros da Igreja, desde o mais simples e humilde dos fiéis ao Supremo Pastor, sempre mais numerosos e corajosos defensores da verdade da indissolubilidade do matrimônio e da correspondente prática imutável da Igreja, ainda que, por tal defesa, eles se arrisquem a perder vantagens pessoais consideráveis. A Igreja deve mais do que nunca se exercer no anúncio da doutrina matrimonial e do cuidado pastoral, de modo que na vida dos esposos, especialmente dos chamados divorciados recasados, seja observado o que o Espírito Santo disse na Sagrada Escritura: “Considerai o matrimônio com respeito e conservai o leito conjugal imaculado” (Heb. 13: 4)”. Somente uma abordagem pastoral do matrimônio que continue a levar a sério essas palavras de Deus, se revela verdadeiramente misericordiosa, pois leva a alma do pecador ao caminho seguro da vida eterna. E é isso o que importa.